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Esquisitologia

Por Eduardo Honorato

Se você é estudante de psicologia ou professional “psi”, com certeza já passou por algumas situações engraçadas...

Toda festa, reunião de família ou encontro no barzinho, tem sempre um amigo que pede pra você “analisar” a personalidade dele. Em jantares, tem sempre alguém esotérico falando muito sobre signos e personalidade, e sempre pede a sua opinião. Em encontros familiares, tem sempre alguém pedindo conselhos ou perguntando algo “estranho”.

Isso acontece por varios motivos, entre eles, o fato de termos várias situações cotidianas, que envolvem o comportamento humano,  que não chamam a atenção dos pesquisadores, talvez por serem muito simplistas ou sem muita utilidade na prática. Outro motivo é o desconhecimento do publico em geral, sobre a nossa profissão. Muitos acham que trabalhamos com Tarot, com Mapa Astral, ou que temos poderes paranormais e podemos ler a mente das pessoas. Essas situações chegam ao limite de serem cômicas.

Temos superpoderes? Somos paranormais? Não! Mas porque isso acontece?

Foi preciso um jovem mágico e ilusionista para responder a essa pergunta....

Richard Wiseman desde a sua infância se interessou pelo ILUSIONISMO, e como consequencia, veio o interesse pela Psicologia. Na verdade, seu interesse era o “porquê” as pessoas gostavam de serem “enganadas” por ilusionistas. Deste interesse inicial, surgiu o que ele chamou de “Esquisitologia”.
Nome esquisito? Não só o nome.....as pesquisas também. Richardo dedicou sua carreira a pesquisas e buscar pesquisas historicas voltadas para o “estranho”, o “absurdo”, o “impensável”. E com isso, trás algumas respostas muito engraçadas e práticas, para essas situações diferentes do nosso cotidiano.
Porque as pessoas acreditam em horóscopos? Como é que os astrólogos “acertam” as vezes? Voce nunca se perguntou sobre isso? Podemos inferir sobre a personalidade dos vegetais e legumes? Porque ele acredita serem os limões “antipáticos” ? A resposta está em seu novo livro, com suas pesquisas e uma compilação de dados de outros pesquisadores que se dedicaram ao “estranho”, ao “absurdo” ou ao, simplesmente “esquisito”.

Usando uma metodologia bastante positivista para temas nem tanto, ou, forçando algumas inferencias teóricas, o psicólogo inglês usa e abusa do humor, em uma linguagem simples e fácil, mostrando que fazer pesquisa pode ser divertido, e por mais absurdos que possam parecer os resultados.

 

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