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by Administrador

A contratransferência é um assunto dos mais instigantes na psicanálise. Freud inicialmente a definiu como a transferência do analista, o que denunciava a sua falta de análise, e recomendava que o analista estivesse sempre em análise. A supervisão também seria um instrumento para “conter” e “elaborar” esse tipo de transferência. O que pode estar por trás dessa visão é uma perspectiva de um analista objetivo e neutro no seu trabalho, e o modelo médico é aqui replicado. O problema é que o Inconsciente não se deixa aprisionar por nenhum modelo.

Nos idos da década de 50 do século passado, surgiram algumas ideias diferentes sobre a contratransferência, sendo a autora mais expoente Paula Heiman. Para ela, contratransferência são todas as emoções que o paciente desperta no analista. Sua visão custou-lhe a expulsão do grupo kleiniano, pois M. Klein temia esse tipo de
uso da contratransferência.

Esses são os dois polos que os analistas têm até hoje sobre esse assunto. Porém, para além da parte teórica, existe a prática, e esse foi ampliada através dos estudos de Bion sobre reverie, a identificação projetiva como forma de comunicação, bem como os estudos de Beth Joseph, Roger Money-Kyrle, Irma B. Pick, Edna
O´Shaughnessy, entre outros.

Realização: Escola Paulista de Psicanálise-EPP, Instituo Sándor Fereczi-ISF e parceria Livraria Martins Fontes Paulista.

Data/horário: Sexta-feira (13/11/15) 13:30hs. - 18:30hs. e Sábado: (14/11/15) 10:30hs. - 18:00hs. 
Local: Auditório da Livraria Martins Fontes Paulista* - Av. Paulista, 509 (ao lado da estação Brigadeiro do Metrô - Linha Verde)
*Entrada franca, aberto ao público em geral e emissão de certificados (enviados posteriormente por e-mail mediante a solicitação).