Ementa

A contratransferência é um assunto dos mais instigantes na psicanálise. Freud inicialmente a definiu como a transferência do analista, o que denunciava a sua falta de análise, e recomendava que o analista estivesse sempre em análise. A supervisão também seria um instrumento para “conter” e “elaborar” esse tipo de transferência. O que pode estar por trás dessa visão é uma perspectiva de um analista objetivo e neutro no seu trabalho, e o modelo médico é aqui replicado. O problema é que o Inconsciente não se deixa aprisionar por nenhum modelo.

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Na prática clínica, a Contratransferência pode ser imaginada como um duplo espelho: ora voltada ao analista, ora ao paciente, e na maioria das vezes para ambos. Essa característica faz com que, longe da neutralidade do cirurgião preconizada por Freud, o analista esteja sempre implicado. Dentro destes dois dias da Jornada refletimos sobre esse desafio através da auto-análise dos membros do Instituto Sándor Ferenczi na apresentação de seus casos clínicos.

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A III Jornada Contratransferência(s) promovida pela Escola Paulista de Psicanálise-EPP juntamente com o Instituto Sándor Ferenczi-ISF e com o apoio da Livraria Martins Fontes Paulista, foi fruto dos trabalhos realizados pelos alunos em fase de Formação. Os trabalhos apresentados versavam basicamente sobre a Contratransferência, demonstrando a importância desse ponto para a prática clínica atual. Esses relatórios apresentam uma reflexão dos analistas em treinamento e os formados pela EPP de sua clínica e seus desafios, sempre através de um caso clínico.

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